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Archive for the ‘polítiquices’ Category

O “mãos leves” vai para o CEJ?

Não pode ser verdade. Não consigo, nem quero acreditar nisto.

Parece (até já veio publicado em Diário da República) que o Sr. Deputado Ricardo Rodrigues foi nomeado para o Conselho Geral do Centro de Estudos Judiciários.

Sim, o mesmo Ricardo Rodrigues que roubou os gravadores a uns jornalistas aqui há uns meses.

Obviamente, e com toda a legitimidade, o Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, está indignado com a nomeação. Sinceramente, acho que qualquer pessoa de bom senso fica indignada com esta nomeação.

efeitos da ressaca das eleições na Madeira: Bloco de Esquerda

Apenas assim consigo compreender isto… 

sobre as portagens nas SCUT’s

Antes de mais uma pequena manifestação de interesse: em situação normal, ando todas as semanas por Guimarães, Vila Real e Porto. Ou seja, serei (já o sou) um dos influenciados pelo surgimento de Portagens nas antigas SCUT’s.

Posto isto, dizer que concordo com a existência das referidas portagens. Sempre defendi que, em outros locais, não faria sentido não existir esse pagamento. Sempre defendi que quem utiliza, deverá pagar o custo da utilização.

É por exemplo o caso das borlas na Ponte 25 de Abril durante o mês de Agosto, com as quais discordo veementemente.

Não obstante, alguns pontos merecem alguma reflexão:

Em primeiro lugar, admito que se não existirem outras formas (mais ou menos eficazes) para deslocações dentro das cidades (VCI no Porto ou o Eixo Norte-Sul em Lisboa, por exemplo) os residentes poderão não pagar as portagens que se situem na sua área.

Em segundo lugar, se há igualdade, a igualdade que seja para todos e em todas as situações. E já que estamos a falar de transportes e deslocações, se o Estado continua a pagar parte dos transportes públicos nas áreas urbanas de Lisboa e Porto, deverá fazê-lo também nos outros locais onde os mesmos existem. E são muitos os exemplo por este país fora.

desemprego: ninguém diria

«Mas se o nível de desemprego entre INE e IEFP não deve ser igual, as suas trajectórias não deveriam ser diferentes. Ora, quando se compara as variações homólogas das duas séries desde 1996, notam-se as diferenças. Os números do IEFP são tendências alisadas, sem picos. Quando os números do INE crescem, os do IEFP suavizam a tendência. Sobretudo antes de períodos eleitorais.» [aqui]

um nobre entre iguais…

Muitas podem ser as críticas a Fernando Nobre e às suas últimas afirmações. É, verdadeiramente, ridículo que alguém se candidate apenas com a intenção de ser o próximo presidente da Assembleia da República, até porque não existe na Constituição da República Portuguesa eleições (universais) para esse cargo ou função. Pelo mesmo motivo, é também ridículo que Fernando Nobre refira que, caso não lhe seja atribuído um cargo em concreto, renuncia ao mandato de deputado.

Mas isto apenas torna Fernando Nobre mais um entre iguais, com a vantagem de pelo menos no seu caso, todos os eleitores ficarem a saber antecipadamente aquilo que o mesmo pretende fazer.

É que se é verdade que nas eleições legislativas não se elege o Presidente da Assembleia da República, não é menos verdade que também não se elege o Primeiro-Ministro. Para além disso, Fernando Nobre, caso o faça, não será certamente o único a renunciar ao cargo de deputado. Bastará, aliás, recordar a primeira sessão da anterior legislatura onde por diversos motivos (entre os quais, por exemplo, a necessidade das quotas) vários foram os deputados a renunciar ao mandato, basicamente, ao mesmo tempo que o assumiam.

A renúncia de Nobre, nestas circunstâncias, será certamente fraude, como refere Marques Mendes, mas o que se deverá dizer de alguém que, ao perder o cargo de presidente dum partido renúncia a um mandato para o qual foi eleito por todos os eleitores, como aconteceu, por exemplo com o mesmo Marques Mendes?

 

 

já vi, não gostei e não quero novamente…

Sócrates apresentou a demissão do cargo de Primeiro-Ministro e vamos ter eleições antecipadas.

Para mim, esta situação apenas peca por tardia. A descrença e o estado ao qual este Governo Socialista conduziu o país já devia ter feito com tal situação ocorresse mais cedo. Ou melhor, nunca deveria, sequer, ter sido dada a possibilidade nas últimas eleições, mas assim decidiram a maioria dos eleitores e democracia é (também) isto.

Mas como, (o que é estranho visto estarem “à porta” eleições para secretário geral do PS) José Sócrates vai ser candidato, penso que será importante recordar algumas declarações de José Sócrates (e muitas mais existem)…

 

«não haverá aumento de impostos, porque a prioridade deste orçamento e dos próximos tempos será sem dúvida o crescimento económico e o emprego» 

«Apenas digo que é possível fazer melhor do que o que foi feito nos últimos três anos e recuperar os 150 mil postos de trabalho perdidos nesse mesmo período» 

«Digam o que disserem, mas ainda está para nascer um primeiro-ministro que tenha feito melhor no défice» 

«Decidimos aumentar o nosso défice não por descontrolo, mas para ajudar a economia, as empresas e as famílias» 

censos 2011 – por uma visão rosa da sociedade.

15 Março, 2011 @ 2:16 1 comentário

Dei de caras com este post do 31 da Armada. Pelos vistos, nos Censos2011, pede-se que se tiver uma relação contractual por recibo verde, mas horário fixo (e afins) se coloque que se é “trabalhador por conta de outrém”. Isto é, simplesmente rídiculo e, sinceramente, recuso-me em participar de qualquer “actividade” em que aspectos como este surgem mascarados para da uma visão mais “rosa” da sociedade.

 

Categories: ine, polítiquices, sociedade

um único post sobre a campanha presidencial

21 Janeiro, 2011 @ 23:59 1 comentário

Como é possível ver, tenho andado bastante afastado deste blog. Questões e mudanças pessoais e profissionais assim o têm exigido. Mas não podia deixar passar este último dia de campanha eleitoral para as eleições presidenciais de 2011 sem vir aqui escrever alguma coisa.

E penso que o facto de apenas agora ter tido a mínima vontade de o vir fazer já quer dizer alguma coisa…

Domingo iremos eleger o Presidente da República para os próximos 5 anos, um período em que irá, certamente, ser muito complicado para a maioria dos portugueses, face à crise nacional e internacional que veio para durar.

Quanto aos candidatos atrevo-me a deixar, desde logo, de fora, 3 candidatos: José Manuel Coelho (um tipo engraçado), Defensor Moura (que ainda não sei bem se é contra a candidatura de Alegre, ou se veio para dizer o que este não poderia dizer) e Francisco Lopes (candidato e futuro líder do PCP). Estes não farão, propriamente, parte das contas finais destas eleições. Aliás, só uma vitória quase certa de Cavaco Silva, pode justificar o facto de nenhum ter desistido (especialmente os últimos dois). Acredito que dúvidas houvesse sobre a vitória, teriam certamente, dado a mão a alguém.

Restam três: Cavaco, Alegre e Nobre.

Nobre é, por tudo aquilo que fez enquanto cidadão, uma pessoa com carácter, com ideias e com vontade. E o problema começa aqui. Vem da sociedade, tem vontade, mas não tem a experiência ao nível político que um Presidente da República deverá ter e os contactos que essa experiência proporciona. Aliás, algumas das (interessantes) ideias que apresentou ao longo da campanha, seriam ou deveriam ser bem avaliadas, mas numa campanha legislativa.

Alegre anda perdido. Algures entre o Bloco de Esquerda e o Partido Socialista (como eu tinha gostado de ver um ministro a discursar a seguir a Louça ontem…). Ser apoiado por dois partidos que, em âmbito nacional, apresentam mais discordâncias que concordâncias… liderados por duas pessoas que, mais parecem o “tom e jerry” da política nacional (é ver os debates parlamentares…). Baseou a sua campanha no BPN (esquecendo-se do BPP) e no exame de admissão à democracia (acho que era este o nome) de Cavaco, tentando demonstrar que sempre foi democrata. Esquece-se que Cavaco foi Ministro, Primeiro-Ministro e Presidente da República em democracia… Não coloco em causa o muito que terá feito na luta pela democracia, mas basear uma campanha em 2011 nesses factos é de quem não tem nada (ou não quer ter… entre BE e PS) a dizer…

Cavaco fez a campanha necessária. É o actual Presidente da República e, acredito, continuará a ser durante mais 5 anos. Quando se é o candidato em funções, uma campanha eleitoral vai até onde os outros candidatos obrigarem, mas ninguém obrigou Cavaco a nada (ao nível das ideias e opções). Cavaco tem a vantagem ou desvantagem de ser conhecido e de se saber com o que se pode contar.

Para mim, e tendo em conta estes cinco anos, isso é uma vantagem. É que temos que pensar e saber quais as funções, quais as intervenções que um Presidente da República pode ter, de acordo com a actual Constituição da República Portuguesa. E isto seria outro assunto.

Se muitos falam da necessidade da reestruturação da classe política em Portugal, penso que, antes de mais, seria necessária uma profunda reestruturação da organização política (que passaria pelo fim da dicotomia PM/PR, alterando a forma da eleição dos mesmos – ou melhor – de apenas um deles, para uma eleição uninominal, com apresentação da sua equipa de “ministros”, não esquecendo a alteração na eleição dos deputados na Assembleia da República, com círculos nacionais e distritais, com eleitos individuais e individualizáveis).

Quanto às eleições presidenciais, ficarei contente com a vitória de Cavaco Silva, mas não a festejarei…

Fosse sempre desta…

Enquanto na televisão passa a notícia das inundações no parlamento, e sendo impossível deixar de comentar que o parlamento está a “meter água”, resta-nos apenas o desejo que, pelo menos, fosse sempre desta a “água” que se mete no parlamento.

Algo que, infelizmente, está longe da verdade.

Poderei ter errado e por isso penitencio-me

Não sei se foi por ordem expressa de Bruxelas ou por causa desta sondagem.

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