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divulgue-se, já que o Ministério da Educação não deixa…
Chama-se (ou chamava-se) Projecto Inclusão e está (ou estava) a ser promovido pela Rede Ex-Aequo. Visa (ou visava) a incentivar o combate à homofobia e transfobia nos estabelecimentos educativos. Os serviços do Ministério da Educação não aprovaram por ser uma campanha (dizem eles – os do ministério) ideológica.
E talvez tenham razão. Existe uma ideologia presente. Chama-se defesa dos direitos humanos. E o Ministério da Educação não aprovou.
Um facto curioso, a campanha foi, desde o início aprovada pela Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, uma entidade estatal… tal como o referido ministério…
Finalmente…
Sai hoje a notícia que, finalmente, o Conselho de Ministros aprovou hoje a criminalização da violência escolar, onde estará incluída aquela que foi entendida por alguém (não me recordo o nome) como a “expressão mais terrorista do humor”: o bullying.
Esperemos para ver, na legislação concreta, quais os moldes desta criminalização, onde se espera, segundo as palavras da actual Ministra da Educação, que sejam distinguidos os casos mais graves dos menos graves, sendo que estes últimos ficarão sobre a alçada escola.
as mensagens da sra. ministra da educação…
Muito deu que falar a mensagem tipo “vitinho” da Sr.ª Ministra da Educação, Isabel Alçada, na semana passada. Mas tanto ou mais, está a dar que falar um conjunto de vídeos a parodiar essa mesma mensagem. Ficam aqui algumas.
Não se esqueçam de duas coisas: O dia tem 24 horas e, para além disso, estes videos são “memo” bons…
Nilton aproveitou a mensagem para colocar a Ministra da Educação a explicar o verbo tripar…
Rui Unas colocou-a no papel de Ministra da Educação Sexual…
Mas o melhor é mesmo a imitação duma criança de 11 anos…
Mas, como não há nada como o original, fica aqui também esse…
podemos iniciar um novo processo de bolonha?
Quem me conhece e quem (por acaso) possa dar com este blog, sabe que sou um crítico do Processo de Bolonha. Não do que a declaração de Bolonha pressupõe, mas da forma como a mesma foi aplicada em Portugal, nomeadamente no que se refere ao Serviço Social. Aliás, em Agosto de 2007 escrevia por aqui que Bolonha tinha sido uma oportunidade perdida no âmbito desta formação em Portugal (ver aqui).
Não obstante, e embora seja discutível a aprovação de algumas adequações, uma das vantagens que este processo parecia ter trazido para a formação superior em Portugal, foi a reordenação e reorganização dos cursos, nomeadamente no que se refere às suas nomenclaturas. Digo parecia, porque se o foi num momento inicial, rapidamente essa vantagem, esse aspecto positivo, deu lugar a “mais do mesmo”.
Sempre defendi que, existindo uma formação base em Serviço Social (os primeiros ciclos ou licenciaturas como se vulgarizou chamar em Portugal), deveria ficar para formação pós-graduada (segundos ciclos ou mestrados) as especializações.
Foi mais um momento não aproveitado. Já existia a licenciatura em “Gerontologia Social”, em “Intervenção Social e Escolar”, e eis que surge mais uma: a licenciatura em “Desenvolvimento Comunitário“.
Estou certo que, daqui a mais uns anos (e não serão muitos) estaremos novamente a enfrentar a mesma situação de 2004/2005 no que respeita às designações e consequentes saídas profissionais.
a importância da inserção de profissionais de serviço social nas escolas
Deixo de seguida, o artigo de opinião publicado, já lá vão uns meses, na revista online “Saúde Educação”, sobre o assunto em epigrafe…
Violência inter-pares, consumo de drogas, violência no namoro, bullying, insucesso e abandono. Todas estas são palavras e conceitos que surgem constantemente associadas a uma outra: Escola. E (também) por estes motivos, a intervenção social em contextos educativos tem assumido uma especial importância na sociedade portuguesa com vista a prevenir, reduzir ou terminar com as diferentes problemáticas que os estudantes enfrentam.
Contudo, e não pretendendo aprofundar os motivos pelos quais as referidas situações são realidades cada vez mais presentes nas escolas portuguesas (até pelo facto das causas serem multidimensionais), não podemos esquecer que esta realidade é sempre indissociável de outras, nomeadamente os problemas existentes na sociedade, não podendo, nem devendo, ser perspectivada duma forma sectorial, de forma a não cairmos num erro que ponha em causa todas as tentativas e projectos de intervenção em contexto escolar.
A Escola é um subsistema onde os problemas existentes na sociedade e, consequentemente, nas famílias e nas pessoas, são reproduzidos, com (talvez) alguma tendência para a extrapolação destas situações, tendo em conta as idades da população estudantil.
Se existe violência inter-pares na escola, a violência na sociedade não é uma realidade menos presente. Relembremo-nos do aumento da criminalidade violenta em Portugal, segundo os dados dos últimos relatórios de segurança interna.
Se existe consumo de drogas nas escolas, a realidade na sociedade não nos pode fazer pensar que tal situação é “apenas” uma certeza nesse contexto, pelo contrário…
Se existe violência no namoro dentro das escolas, lembremo-nos da realidade da violência conjugal e de outros tipos de violências familiares na sociedade portuguesa, que nos apresenta números oficiais cada vez mais elevados (o que não significa necessariamente, um aumento do número de situações, mas apenas um aumento no número de denúncias).
Se existe bullying (a “expressão terrorista do humor”, como li algures – perdoem-me pela falta da referência) nas escolas, pensemos em outras designações e expressões, e veremos que é uma realidade que ultrapassa os muros institucionais.
Se existe abandono e insucesso escolar nas escolas, relacionados com baixos compromissos dos alunos com a mesma, não podemos passar ao lado do pouco contacto entre pais e filhos (promovido muitas vezes pelas necessárias deslocações de algumas dezenas de quilómetros que esses mesmos alunos tem que realizar todos os dias) e do pouco contacto existente entre encarregados de educação e escola.
Tudo isto implica que uma verdadeira intervenção nas escolas, que vise efectivamente e eficazmente a redução destas problemáticas (já que a sua eliminação é uma utopia), deve olhar a escola como um ponto de partida e um ponto de chegada dessas realidades em constante intercâmbio com os outros sistemas existentes na sociedade/comunidade de que faz parte a instituição de ensino.
Olhando para o Serviço Social, diz-nos a sua definição internacional (que irá sofrer alterações em Julho do próximo ano durante a conferência mundial em Hong Kong – veremos em que sentido…) que a profissão de Serviço Social / Trabalho Social promove a mudança social, a resolução de problemas nas relações humanas e o empowerment dos indíviduos de forma a alcançarem um maior bem-estar, utilizando teorias do comportamento humano e dos sistemas sociais, sendo os seus valores baseados no respeito pela equidade, valor e dignidade de todas as pessoas, focando a sua intervenção na satisfação das necessidade e no desenvolvimento do potencial humano, com uma metodologia centrada num corpo de conhecimentos científicos resultantes da investigação e da avaliação da prática, em que se reconhece a complexidade das inter-relações entre os seres humanos e o seu ambiente e consequente inter-influência em todos os diferentes epistemas dos indivíduos.
Na prática, e nas escolas, isto significa que a intervenção dos profissionais de serviço social pode traduzir-se no apoio às crianças e aos adolescentes com dificuldades físicas, emocionais ou de aprendizagem; envolve a intervenção junto de jovens abusados, negligenciados, vítimas de violência familiar, pobreza, divórcio, com os que se apresentam com depressões e com tendências suicidas, criminalidade, consumo de drogas, entre outros aspectos, com o objectivo central de evitar que os jovens, por não resolverem atempadamente os problemas com que se deparam, venham a desenvolver, mais tarde, comportamentos com maiores custos sociais, quer a nível pessoal quer comunitário.
Não obstante, esta prática não pode ser centrada apenas no contexto meramente escolar. Os técnicos (independentemente da área) que trabalham nas escolas devem perceber, entender, aceitar e valorizar que todas as intervenções devem passar por esse entendimento sistémico da sociedade, sem o qual o sucesso da intervenção fica, irremediavelmente, comprometido.
E é aqui que a intervenção dos profissionais de serviço social se apresenta como de primordial importância, tendo em conta a sua visão integradora e interdependente dos diferentes sistemas da sociedade, e que permitirá para além de intervenções preventivas e pró-activas que visem a diminuição da probabilidade da ocorrência da situação problema, uma intervenção directa junto da comunidade estudantil (intervenção com os estudantes e as famílias para resolver as preocupações imediatas dos estudantes “em risco”), e uma intervenção indirecta (trabalho com a escola, comunidade e técnicos das instituições para resolver as preocupações dos estudantes “em risco”), sempre realizada em conjunto com demais profissionais quer da escola, quer das outras instituições existentes na sociedade.
Não deixa por isso de ser estranho que, mesmo com o habitual discurso político de interesse na instituição Escola, poucos sejam os profissionais desta área a desempenhar funções nesse contexto (poderíamos aqui discutir os efeitos que o Processo de Bolonha na formação dos profissionais ou a adequabilidade das actuais formações à realidade, mas isso ficará para outra oportunidade). Intervenção essa que, pelo menos a nível internacional tem já mais de um século de existência e consistência.
Recordamos que a intervenção dos profissionais de Trabalho Social nesta área surge nos Estados Unidos da América, crescendo das preocupações com as crianças mais desfavorecidas (em 1906/1907), devido à necessidade de conhecer os professores das crianças que recorriam às respostas sociais existentes nos “bairros pobres”, de forma a trabalhar conjuntamente com as escolas e os grupos existentes na comunidade, promovendo a compreensão e a comunicação entre todos os sistemas, facilitando a educação dos mesmos.
Durante as décadas seguintes, o número de trabalhadores sociais escolares cresceu e a ênfase da intervenção adaptou-se às alterações da sociedade. A obrigatoriedade da freq
uência escolar, e a conhecida relação desta com a pobreza e os indicadores de saúde, levou a um serviço que visava a ligação “casa-escola-comunidade”.
O estabelecimento duma relação definida como sendo de “LIGAÇÃO VITAL”, para os jovens, para as famílias, para as comunidades…
O Ensino Superior
Caro Pedro Rolo Duarte,
Não consigo deixar de pensar que se fosse “apenas isso“, já não nos poderíamos queixar muito…
notícias de amanhã (i)
Hoje, o Bloco de Esquerda informa que vai propor a suspensão do pagamento das propinas no Ensino Superior Público, visto que (como refere Francisco Louça) «Na Alemanha não há propinas porque há um bom investimento no ensino superior. O ensino superior é um custo para o país mas não pode ser um preço para os estudantes, tem de ser uma vantagem para todos»
Não querendo reflectir sobre o facto dos Estados Unidos da América terem dos melhores sistemas de ensino superiores e ser pago… será certamente notícia de amanhã, na mesma lógica da proposta apresentada hoje…
… A NACIONALIZAÇÃO DE TODAS AS INSTITUIÇÕES PRIVADAS DE ENSINO SUPERIOR.
sobre quem estarão a falar?
aceitam-se apostas…

guia para educação sexual

«A UNESCO elaborou um guia de recomendações destinado a educadores que pretende melhorar a educação sexual dos mais jovens, na sua opinião, «inadequada» em muitas regiões do mundo, informou hoje a organização.
A SIDA, as doenças de transmissão sexual, as gravidezes não desejadas, a exploração sexual e os abusos constituem os principais perigos para os jovens na actualidade mas o que é preciso é mais informação, assinala um comunicado da organização da ONU para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).
Baseada em 87 estudos realizados em países desenvolvidos e em vias de desenvolvimento, o guia, elaborado pela UNESCO em colaboração com o Fundo da ONU para a População (UNFPA) e outras instituições, tem a assinatura do investigador Douglas Kirby e da directora de Educação do Conselho de Educação e Informação Sexual dos Estados Unidos, Nanette Ecker.» [Diário Digital]
O referido manual está disponível para download e consulta aqui.




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