Numa altura em que continua a confusão instalada devido às sucessivas não aprovações nos novos estatutos da Federação Portuguesa de Futebol, dei com um artigo da Eurosport que deveria colocar os altos dirigentes do futebol luso a pensar naquilo que será o futuro. Não é, certamente nada de novo, mas também não há nada como números e estatísticas concretas para elucidar sobre o que se passa neste país, que já foi um “jardim à beira-mar plantado…
Falo de um pequeno artigo de Olivier Bonamici, que se socorreu dos números do futebol europeu e que apresenta como base um estudo do Observatório dos Jogadores Profissionais de Futebol. Neste artigo, e salvaguardando a necessidade de uma análise mais profunda do referido estudo, e tendo em mente a situação de crise financeira actual e mundial, cito um pequeno extracto sobre o futebol português, que pouco mais deixa a dizer.
«A história é bem diferente quando olhamos para Portugal, que se assume como o país europeu onde é mais difícil para os jovens dos escalões de base chegarem ao topo, apenas 6,4 por cento). A este facto não é alheio um outro dado estatístico importante e que passa pela presença de estrangeiros.
Ora, dizem os números que a Liga portuguesa é a terceira da Europa com mais estrangeiros (56,4 por cento), apenas superada pelo Chipre (72,3 por cento) e pela Inglaterra (58,4 por cento)»
O Jornal de Notícias apresenta-nos hoje um conjunto de peças sobre as dificuldades que muitos idosos enfrentam, derivadas de dificuldades de mobilidade, mas promovidas pelas condições (ou no caso, a falta das mesmas) de acessibilidade nas suas habitações. Sob o título (bastante bem escolhido) de “Idosos em Prisão Domiciliária, pode ler-se (aqui e aqui) e ver-se (aqui) diferentes situações, que facilmente (com interesse e bom senso) poderiam ser, de forma relativamente fácil, resolvidas.
É um bom exemplo dos alertas que o jornalismo pode lançar. O problema é que, ou muito me engano, ou ficará pelas páginas de hoje do JN e pelas memórias dos seus arquivos.
Muitos foram aqueles que, no final do ano transacto, assumiam erradamente o fim de 2009 como o fim de mais uma década da história da humanidade. Erradamente, porque esta década começou em 2001 terminado apenas em 2010.
Motivo simples: nunca existiu um ano “0”.
Mas o Jornal de Notícias consegue ir mais longe. Correctamente termina a década em 2010, mas essa mesma década começou, para o JN em 2000.

Temos assim uma década com 11 anos.
O que virá a seguir?
Ou ocorreram mudanças desconhecidas nos partidos da direita em Portugal (que só o Diário de Notícias tenha conhecimento) ou não consigo mesmo entender esta junção entre foto e noticia que está em destaque na página online do DN.
Alguém quer explicar?

«Depois de Artur Penedos, assessor de José Sócrates, ter anunciado a sua candidatura à autarquia, dois jornais locais mudaram de mãos e são hoje controlados pelo número dois da lista do PS à câmara e pelo candidato à maior junta de freguesia do concelho. O PSD já apresentou uma queixa à Comissão Nacional de Eleições e à Entidade Reguladora da Comunicação.»
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… de Cristiano Ronaldo, e do pouco que vi, só consegui reter uma imagem que penso representar toda a qualidade noticiosa e a quantidade da informação produzida.
Falo do momento em que o jornalista da SIC que estava a gerir o directo (e cujo nome não recordo) entrevistava Nuno Luz (jornalista da SIC)…
Ou Manuela Ferreira Leite tem razão, e José Sócrates mentiu ao dizer que nada sabia, ou alguém anda a fazê-lo de parvo ao esconder-lhe essas informações…
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