Arquivo

Archive for the ‘cds-pp’ Category

sondagens, coligações e o futuro governo…

Num momento em que as sondagens que vão surgindo indicam alguma inconsistência no partido vencedor das próximas eleições legislativas, existe um cenário que, face às declarações dos principais intervenientes, temos que colocar e sobre a qual temos que reflectir.

 

É praticamente garantido que nenhum partido (quer Socialista, quer Social Democrata) vai conseguir obter uma maioria absoluta.

Para além disso, e até face ao que ambos os grupos políticos declararam, não será expectável nem pensável que Bloco de Esquerda e Partido Comunista Português, façam parte de uma qualquer solução de governo maioritário com a liderança do Partido Socialista.

 

Face a isso, importa recordar também que, quer Pedro Passos Coelho, quer Paulo Portas já afirmaram que nunca aceitariam uma coligação que incluísse unicamente o seu partido e o partido liderado por José Sócrates. E Cavaco Silva já disse por diversas vezes (a a troika também) que Portugal necessita de um governo maioritário.

 

Desta forma, e face aos resultados eleitorais, penso que só haverão duas possibilidades realistas: um governo de coligação PSD/CDS-PP no caso de ambos os partidos garantirem uma maioria parlamentar, ou uma coligação PSD/PS/CDS-PP no caso dessa maioria não acontecer.

 

E a primeira não está dependente do partido que obtiver mais votos nas próximas eleições…

um nobre entre iguais…

Muitas podem ser as críticas a Fernando Nobre e às suas últimas afirmações. É, verdadeiramente, ridículo que alguém se candidate apenas com a intenção de ser o próximo presidente da Assembleia da República, até porque não existe na Constituição da República Portuguesa eleições (universais) para esse cargo ou função. Pelo mesmo motivo, é também ridículo que Fernando Nobre refira que, caso não lhe seja atribuído um cargo em concreto, renuncia ao mandato de deputado.

Mas isto apenas torna Fernando Nobre mais um entre iguais, com a vantagem de pelo menos no seu caso, todos os eleitores ficarem a saber antecipadamente aquilo que o mesmo pretende fazer.

É que se é verdade que nas eleições legislativas não se elege o Presidente da Assembleia da República, não é menos verdade que também não se elege o Primeiro-Ministro. Para além disso, Fernando Nobre, caso o faça, não será certamente o único a renunciar ao cargo de deputado. Bastará, aliás, recordar a primeira sessão da anterior legislatura onde por diversos motivos (entre os quais, por exemplo, a necessidade das quotas) vários foram os deputados a renunciar ao mandato, basicamente, ao mesmo tempo que o assumiam.

A renúncia de Nobre, nestas circunstâncias, será certamente fraude, como refere Marques Mendes, mas o que se deverá dizer de alguém que, ao perder o cargo de presidente dum partido renúncia a um mandato para o qual foi eleito por todos os eleitores, como aconteceu, por exemplo com o mesmo Marques Mendes?

 

 

vamos lá ver se pportas ganha o chupa-chupa

Pelo que percebi, surgiu uma nova iniciativa no facebook, cujo objectivo é que Paulo Portas consiga, até 31 de Agosto, ter mais fãs que Francisco Louça. Isto, segundo os autores da iniciativa, em nome da democracia, da liberdade e do rigor. Assim, e para tal, pedem que se convidem os amigos a ser fãs de Paulo Portas e para deixarem de o ser de Francisco Louça.

Tendo em conta aquilo que acho desta iniciativa, e não querendo de forma alguma por em causa os “valores” defendidos (democracia, liberdade e rigor) já fiz o que achava correcto: deixei de ser “fã” de Paulo Portas no facebook.

e conseguem fazer e dizer isto sem se rirem?

«A suspensão das funções de Jurgen Adolff do cargo de cônsul honorário de Portugal em Munique manter-se-á «até cabal esclarecimento das investigações que o envolvem pessoalmente», acrescenta o gabinete de António Braga no comunicado enviado à Lusa.» [aqui]

 

«Quanto ao cônsul honorário de Portugal em Munique, [o Ministro da Defesa] garante a sua saída imediata. «Na medida em que chegaram informações ao ministério dos Negócios Estrangeiros que poderiam pôr em causa a credibilidade e exercício de funções da parte de quem representa Portugal, o Ministério dos Negócios estrangeiros decidiu suspendê-lo de funções», frisou.» [aqui]

da discriminação governamental

Surgiu no final da semana passada a notícia de que o governo vai, à semelhança do que aconteceu no ano passado, manter as tarifas dos transportes públicos em 2010.

Seria, certamente, uma boa notícia. Digo seria, porque muitos de nós não sentiram essa manutenção dos preços no início deste ano, nem o irão sentir no início de 2010.

Confusos? A explicação é simples.

É que em Portugal quando se fala em transportes públicos apoiados pelo Governo, fala-se apenas nos transportes públicos das áreas da Grande Lisboa e do Grande Porto.

Nos restantes casos, como Vila Real, Bragança, Braga e, certamente, muitos outros concelhos deste país, os custos associados ao funcionamento destes transportes, ficam apenas ao cuidado das câmaras municipais, sem quaisquer contrapartidas governamentais.

E se isto é uma forma, como refere o governo de tratar o sector económico e social de forma responsável e equilibrada, esta "responsabilidade" e este "equilíbrio" apenas são necessários em Lisboa e no Porto.

ninguém quer ser o PRD da actualidade…

Esta situação política portuguesa, resultante das últimas eleições legislativas, não deixa de ser curioso.

O Partido Socialista quer governar como se tivesse maioria absoluta. Não tem, e não o sabe fazer sem ela. A arrogância de Sócrates não o permite.

Os partidos da oposição, depois de quatro anos e meio, onde eram apenas elementos decorativos da vida política nacional, aproveitam a legitimidade eleitoral para avançar com tudo o que o governo não quer ou não gosta.

Ouvem-se queixas do Partido Socialista, do Social Democrata… enfim, de todos, sobre os restantes. E tudo por um motivo.

Na realidade, nenhum partido (especialmente os dois maiores) querem continuar e manter o actual cenário da Assembleia da República. Contudo nenhum se atreve a fazê-lo, e por um motivo muito simples. Quem o fizesse veria, muito provavelmente, a sua votação reduzida nas próximas eleições, por ter provocado (ou ser acusado disso) a total instabilidade num época de crise económica generalizada.

E o mesmo acontece com os restantes… e exactamente pelos mesmos motivos. 

legislativas: a análise possível…

Pelo que no presente momento se pode verificar dos resultados das eleições legislativas, e a manterem-se estes resultados, existe apenas um grande vencedor: o CDS-PP de Paulo Portas. O CDS-PP sobe em número de votantes, percentagem nacional e, principalmente, ultrapassa a CDU ficando como terceira força política nacional.

Com vitórias mais "curtas", dois partidos: O PS e o BE.

O PS, embora vencendo as eleições, perde a maioria absoluta (será interessante ver o animal feroz a tentar negociar politicamente), perde cerca de 9% dos votos e em número absoluto de votos.

O Bloco de Esquerda, embora subindo percentualmente, em número de deputados e votos absolutos, não consegue ficar como terceira força política nacional.

Quanto aos derrotados, dois: CDU e PSD.

A coligação "comunista" sobe ligeiramente em percentagem e em votos absolutos, mas passa a ser a quinta força política nacional, perdendo uma vice-presidência da Assembleia da República.

O Partido Social Democrata é, neste momento, o grande derrotado. Quer em número absoluto de votos e na percentagem das mesmas, encontra-se muito próximo dos resultados obtidos nas eleições de 2005, com Santana Lopes a presidente.

o que gostava de saber

Muitos são as temáticas que estão a ser debatidas ao longo desta pré-campanha para as eleições legislativas. Contudo, ninguém parece lembrar-se de algo que irá ocorrer nesta legislativa e que poderá assumir uma elevada relevância. Falo da revisão constitucional, que todos os partidos parecem ter esquecido.

O que propõem os partidos? Que alterações deverão existir?

 

[também publicado aqui]

brincar ao “faz de conta”

«Quinta-feira o "caso TVI/Manuela Moura Guedes" será falado  no Parlamento. Falado – mas não discutido. A solução de síntese entre  as pretensões do PS e da oposição implicará que todos poderão falar  do que quiserem. Mas ninguém poderá interpelar ninguém. A "discussão"  será assim marcada por seis monólogos seguidos.»

[continuar a ler]

alguém consegue explicar?

Ou ocorreram mudanças desconhecidas nos partidos da direita em Portugal (que só o Diário de Notícias tenha conhecimento) ou não consigo mesmo entender esta junção entre foto e noticia que está em destaque na página online do DN.

Alguém quer explicar?

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 614 outros seguidores